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Tarde de sensibilização e autoconhecimento com servidoras da Educação

Abordando o tema ‘Cuidado e Autoestima’, a psicóloga Fabiana Marins realizou, nesta quarta-feira (28), uma tarde de conversa e dinâmicas com as servidoras da secretaria de Educação, ano auditório da Prefeitura. O evento faz parte do Programa Saúde da Escola, um trabalho que envolve as secretarias de Saúde e Educação e visa a prevenção de doenças e agravos naqueles que estão matriculados na rede municipal de ensino e também nos servidores da área.
“O objetivo da nossa tarde foi sensibilizar os profissionais da Educação a esse olhar para si, se perceber, se conhecer. Porque o cuidado para se ter uma saúde mental em dia, precisa começar por si. Muitas vezes esses profissionais vão para a sala de aula com suas questões e não sabem lidar com suas emoções. Como vão enfrentar adolescentes em uma fase de desenvolvimento, que tem conflitos naturais, com crianças que hoje estão mais agitadas, com comportamentos inadequados? Porque escutar todos escutam, mas ouvir é diferente. E eles vão perdendo a sensibilidade e a possibilidade de ouvir, de sentir um olhar, uma maneira de se colocar do aluno”, esclareceu a psicóloga.
Ela falou, ainda, que, como confirmação de outros encontros, os profissionais têm dificuldades em participar, em conversar. Isso porque existe resistência de vir para a conversa, o que justifica, porque não querem mexer, tem medo de se expor. Segundo ela, é um indício que é preciso trabalhar mais, em encontros menores e rodas de conversa, nas escolas. “Não tenho objetivo de conscientizar ninguém a nada, porque consciência cada um desenvolve a sua a partir daquilo que acredita e vivencia. Mas sensibilizar é nossa obrigação e precisamos trabalhar por isso”, falou.
Segundo o coordenador do programa, enfermeiro Júlio César Pereira, a questão de saúde na Educação é muito cobrada e o trabalho será intensificado em cada unidade escolar, já que cada uma tem sua particularidade.
O trabalho é desenvolvido em conjunto com a Coordenação de Ensino e ao Núcleo de Assistência ao Educando (NAE), fazendo com que esses encaminhamentos andem dentro da rede de saúde, acompanhando o suporte à família. “Isso porque se tem o contexto na escola e é preciso também saber a vivência dessa criança, porque muitas vezes o problema começa em casa. E para tanto, chegaremos ao momento em que a escola terá de ir à casa, para ver e entender o contexto que faz o aluno ser, muitas vezes, violento ou mesmo apático. Entender o contexto familiar tornará mais fácil para o profissional conseguir lidar com o que acontece na escola”, afirmou Júlio.

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