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Seminário debate violência contra a mulher

Com o tema ‘Cuidando da mulher em todos os sentidos’, a secretaria de Assistência Social de Quissamã, por meio do Centro de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS), promoveu na tarde desta segunda-feira (25), no auditório da Prefeitura, um seminário que reuniu profissionais de beleza, como cabeleireiras, manicures, massagistas, depiladoras e designers de sobrancelhas, que têm mulheres como público-alvo. O evento teve início com apresentação de imagens de vítimas de violência física e feminicídios e, na sequência, fala das autoridades, relatos de violência e apresentação do vídeo ‘Conversa de Salão’, além da palestra ‘Aspectos e rebatimentos da violência contra a mulher na família’, com Anne Caroline Cardoso.
“Sabemos que existem causas e porquês desta violência e que ela não vem diminuindo, mesmo após a Lei Maria da Penha. E a violência contra a mulher é invisível, porque está dentro da casa, no espaço privado do lar, onde acontece de tudo. Mas não acontece agora, não é fato recente. E a violência não é só aquela que bate, que mata, que deixa marca no emocional ou no físico”, frisou a prefeita Fátima Pacheco.
Ela falou da importância de reunir as profissionais da área de beleza, devido ao contato físico e próximo que têm com suas clientes, o que gera vínculos e cria relações de longo prazo. E por isso podem ser grandes aliadas para enfrentar o mal que penaliza não só a mulher, mas que traz sequelas às crianças que vivem em lares onde existe violência. Também informou que o município vai lançar a Patrulha Maria da Penha, com dois veículos da Guarda Municipal, em parceria com todas as secretarias. E isso será feito em parceria com o Ministério Público, com a Justiça, com a Polícia Civil e Polícia Militar. “Vamos fazer um grande mutirão para enfrentar esse problema de frente, com dados e números, com profissionais qualificados e ajuda de toda a cidade porque não é possível, no século XXI, aceitar que mulheres passem por isso, que tenham seus direitos negados, que fiquem incapacitadas para o trabalho ou que morram”, afirmou Fátima
“Esse grupo de conversa traz a proposta de discutir esse tema tão importante e atual, que é a violência contra a mulher. Temos de ligar um alerta sobre a questão do feminicídio, que todos acompanham nas redes sociais e na mídia e sabem o quanto cresceu. E por isso trouxemos para essa discussão as profissionais de beleza que, em vários momentos, se tornam confidentes de suas clientes que, muitas vezes, levam a elas assuntos que têm vergonha de discutir com parentes mais próximos. É importante levar informações a essas profissionais para que se tornem multiplicadoras.
Em Quissamã, a prefeita Fátima, por ter um olhar de assistente social, mãe e mulher, entendeu a importância e necessidade de, além de discutir esse assunto, criar um espaço específico para o protagonismo da mulher seja trabalhado e valorizado. Por isso, vamos inaugurar, no dia 5 de abril, o Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM), onde a vítima de algum tipo de violência poderá ser referenciada, atendida e, principalmente, acolhida no sentido de ter uma escuta qualificada e um trabalho de empoderamento sendo feito com ela”, informou a secretária de Assistência Social, Tânia Regina Magalhães.
Para a coordenadora do CREAS, Flávia Lúcia da Silva, o foco do seminário foi fortalecer uma rede de prevenção à violência contra a mulher no município. “A violência é um fenômeno que, ao longo do tempo, acaba banalizado na vida da mulher, que se acostuma a ela e, muitas vezes, não a identifica como tal, porque a violência física e sexual é visível, mas a psicológica, financeira e moral, entre outras, muitas vezes, não. É preciso entender que há uma rede de atendimento, que perpassa por várias políticas, e não é apenas de segurança”, explicou.
“Estou aqui apresentando o trabalho que desenvolvemos em Campos dos Goytacazes na área da violência contra a mulher, que conta com uma rede de atendimento dentro da política de Assistência Social e que vai avançar para oferecer um Centro Especializado. A ótica que devemos ter não é só da violência doméstica, intrafamiliar, mas que há um universo geral. Já temos avanços enquanto lei, como a Lei Maria da Penha, na parte doméstica e a do feminicídio, mas ainda temos muito que avançar já que presenciamos uma sociedade muito patriarcal, onde acham que a mulher é um objeto do homem e é preciso desconstruir isso, não só na cabeça do homem, mas também na cabeça feminina”, afirmou a palestrante e gerente da Proteção Social Especial (PSE) de alta complexidade do município de Campos dos Goytacazes, Anne Caroline Cardoso.

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