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Seca e assoreamento das lagoas motivam reunião com Comitê do Baixo Paraíba

A Prefeitura de Quissamã sediou, na manhã de sexta-feira (12), uma reunião dos representantes municipais do executivo e legislativo, agricultores e produtores rurais, pescadores e representantes de várias associações e instituições com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba, para discussão sobre os problemas causados pela seca prolongada e consequente assoreamento das lagoas, assim como para apresentação de propostas que venham a resolver ou minorar a situação.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Arnaldo Mattoso abriu o encontro, propondo que o mesmo fosse uma reunião propositiva, mesmo sabendo que o assunto é polêmico. “Esse é um assunto antigo e que traz discussão, então peço a todos que tenham consciência de buscar caminhos através do debate”. Ele fez ainda, ao final da reunião, uma abordagem sobre a necessidade de se criar critérios que permitam definir com a maior margem de acerto as ações a serem realizadas.
Segundo o presidente do Comitê, João Gomes de Siqueira, a reunião atendeu a uma solicitação da Prefeitura e da Câmara, com o objetivo de discutir a questão da falta de água, já que existe uma crise desde 2004. Afirmou que isso tem sido acompanhado, e que hoje se busca ouvir as reivindicações, discutir e analisar se são justas e, a partir daí, alcançar o equilíbrio, fazendo o possível para atender a todos os que precisam, de alguma forma, utilizar a água da Lagoa Feia.
O representante do INEA – Instituto Estadual do Ambiente e coordenador da Câmara Técnica, Paulo Jorge Xavier, se colocou disponível para ouvir todos os problemas e, juntos, discutir em busca de propostas e, então, levá-las ao grupo técnico que pode dar parecer para solução dos mesmos.
Para o administrador do Parna Jurubatiba, Marcelo Pessanha, o que se faz necessário é ter uma base de dados sobre a região e a Lagoa Feia, que permita, em momentos de crise, definir conscientemente qual a decisão a ser tomada, independente de onde venha a solicitação. “Quando temos visões políticas diferentes, visões municipais diversas, é preciso usar uma alternativa que ignore isso. E essa é a alternativa técnica, porque ela leva todas as informações em conta, criando uma modelagem que permita a tomada de decisões”.
De propostas, ao término da reunião, saíram as de aferição das réguas limnimétricas instaladas na Lagoa Feia; instalação de réguas limnimétricas aferidas em dois locais no município de Quissamã: no Pontal e na Farinha Seca; construção de comporta no Pontal e substituição das manilhas da RJ-196; instalação de motobomba em caráter emergencial no Pontal; manter fechada a comporta do Canal da Flechas, deixando verter água até as chuvas de verão, baseando-se nas informações das previsões meteorológicas; limpeza do Canal Santo Amaro, próximo a Barra do Furado, com draga e bomba de sucção de areia; limpeza do Canal do Pontal, com extensão de aproximadamente 10 km; apresentadas pelo engenheiro agrônomo Ney Aleixo, da secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Pesca.
Participaram os vereadores de Quissamã, Luciano Pessanha – presidente da Câmara, Alexandre de Souza Santos, Luiz Carlos Cordeiro dos Reis e Marcos da Silva Moreira; o secretário de Agricultura, Meio Ambiente e Pesca, João Carlos Pinto; o coordenador de Turismo, Luiz Carlos Fonseca; representantes da Colônia 27; da Asflucam – Associação dos Plantados de Cana de Campos; da UENF – Universidade Estadual do Norte Fluminense; do IFF – Instituto Federal Fluminense; do Sindicato Rural e da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes.

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