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Quissamã realiza teste do coraçãozinho ainda na maternidade

A Prefeitura de Quissamã, por meio da Secretaria de Saúde, realiza no Hospital Municipal Mariana Maria de Jesus – HMMMJ, o teste do coraçãozinho. O exame é capaz de detectar a oxigenação do sangue bebê e assim, identificar precocemente cardiopatias graves ou algum outro tipo de problema. O teste é feito ainda na maternidade, entre 24h e 48h de vida do recém-nascido. Após esse período, os resultados do exame já não são tão conclusivos.
Os pais da pequena Maria Elloá dos Santos Andrade, Maria Fernanda dos Santos e Alif Felix de Andrade, ficaram surpresos com o exame, pois quando ainda residiam em outro município e tiveram o primeiro filho, o teste do coração não foi feito. “O exame diminui o percentual de recém-nascidos que recebem alta sem o diagnóstico de problemas que podem ocasionar complicações e isso nos deixa mais tranquilos”, afirmou Fernanda.
Segundo a pediatra Sandra Marques, o procedimento preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria é apontado como essencial para o diagnóstico precoce de cardiopatia congênita crítica. Isso porque funciona como uma triagem dos bebês que têm o risco de ter uma doença cardíaca grave. “O exame, que é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e em 2014 se tornou obrigatório no Brasil, é simples, não invasivo e não causa dor”, concluiu Sandra.
O teste é feito com um aparelho chamado oxímetro de pulso. Os sensores são colocados na mãozinha e em um dos pés do bebê para medir a concentração de oxigênio no sangue arterial. Se o exame apontar alteração, após uma hora é repetido para confirmar o resultado. Só então, a criança é encaminhada para exame mais específico, o ecocardiograma, para um diagnóstico mais preciso e encaminhado para o tratamento adequado com o cardiologista.
O ecocardiograma é feito com aparelho de ultrassonografia, que mostra a anatomia e funcionamento do coração. Por meio dele, é possível detectar qualquer defeito cardíaco congênito. A especificidade do teste do coraçãozinho é de 99%, quando realizado em todos os recém-nascidos com mais de 34 semanas de idade gestacional, o que significa que, quando dá negativo, praticamente descarta a possibilidade de doenças cardíacas graves.
O resultado é considerado normal se ambas as saturações forem maiores que 95% e a diferença entre elas menor que 3%. Se for identificado que o nível está abaixo de 95%, o recém-nascido não deve ter alta da maternidade, permanecendo em observação para, se preciso, iniciar o tratamento adequado o quanto antes. Dez por cento das mortes infantis são causadas por doenças cardíacas.

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