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Projeto Sítio Santa Luzia vai levar a cultura quilombola para as escolas

A cultura quilombola vai chegar a todas as escolas da rede municipal de Quissamã. Nesta semana, a secretária de Educação, Helena Lima, recebeu o coordenador do projeto Sítio Santa Luzia Quilombo Machadinha Quissamã, Alexandre de Azevedo Ribeiro, para firmar a parceria. O projeto faz parte da Escola de Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro contemplado em edital patrocinado pela Petrobras e a secretaria de estado de Cultura.
O projeto já vem sendo desenvolvido nas cinco comunidades quilombolas do município: Bacurau, Machadinha, Mutum, Sítio Boa Vista e Sítio Santa Luzia e o piloto em unidades escolares foi desenvolvido na Escola Municipal Professora Nelita Barcellos dos Santos, em Morro Alto. A iniciativa oferece oficinas de economia criativa, meio ambiente, rodas de jongo, gastronomia das senzalas, tranças, fado negro, boi pintadinho e boneca Abayomi (símbolo de resistência).
Segundo o coordenador, a previsão é que o projeto Sítio Santa Luzia Quilombo Machadinha Quissamã comece nas escolas em julho, de forma gradativa, e até dezembro alcance todas as escolas das redes municipal, particular e estadual. O projeto conta ainda com o subcoordenador Jaques Rodrigues e as bolsistas Maria Eduarda da Silva, Laís Ribeiro e Everson Magaldi.
“Quissamã, um município que recebe royalties do petróleo, precisa qualificar o jovem e trabalhar o turismo como uma ferramenta forte de fomento a economia fundamental no nosso município. E a proposta do projeto Sítio Santa Luzia Quilombo Machadinha Quissamã é trabalhar com as comunidades, perpetuar a cultura. O projeto veio pra fortalecer a cultura quilombola da nossa cidade, frisou Alexandre Ribeiro”.
A secretária de Educação destaca a importância da parceria.
“O Sítio Santa Luzia Quilombo Machadinha Quissamã é um projeto de identidade cultural, de perpetuação das tradições. O município tem em sua história o quilombo e o que queremos com essa parceria é propagar esse conhecimento, para que nossos alunos sejam multiplicadores dessa cultura. Estamos muito felizes com essa parceria que será desenvolvida a muitas mãos contando também com a secretaria de Cultura”, destacou Helena Lima.
A Escola de Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro foi criada com a proposta de perpetuar a riqueza e diversidade do patrimônio herdado dos ancestrais quilombolas e caiçaras. O projeto também é desenvolvido pelo Centro de Tradições Afro Onixêgum (Guapimirm), Companhia de Aruanda Madureira (Capital), Grupo Zé Mussum (Magé) e Ciranda Caiçara de Tarituba (Paraty).

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