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Prevenção ao suicídio é tema de roda de conversa no Setembro Amarelo

Na tarde desta quinta-feira (19), foi realizada, no auditório da Prefeitura de Quissamã, uma roda de conversa abordando prevenções ao suicídio, em defesa da vida. A atividade, envolvendo participantes do Programa Jovens em Ação, fez parte das ações do Setembro Amarelo no município e contou com a participação da prefeita Fátima Pacheco, do médico psiquiatra Ilton Castro, da fisioterapeuta Ana Carolina Terra e da psicóloga Lucelene Torres Costa. O encontro contou com exibição de vídeo e apresentação do Teatro do Oprimido, com a Cia Catarte.
O evento teve como objetivo reforçar a importância do diálogo e a quebra de tabu. Em sua fala, a prefeita Fátima Pacheco abordou a alegria em ter os jovens atuando em setores da Prefeitura e destacou a importância da discussão do assunto. “Como participantes do Jovens em Ação, vocês estão aprendendo a cada dia, e nós também estamos aprendendo com vocês. E hoje estamos aqui para mais um debate de grande importância, onde vamos falar sobre salvar vidas. A depressão é uma doença grave e a terapia, com um psicólogo, é um dos caminhos”, reforçou.
Ilton reforçou a relevância de discutir o tema e estar atento aos sintomas. “Estamos aqui para compartilhar, ajudar e ouvi-los. É importante que vocês aprendam a ouvir os colegas quando eles se queixarem e que nada nesse mundo pode ser maior que seus sonhos. Foi uma tarde onde compartilhamos e nesse encontro a ideia é fazer de vocês pessoas capacitadas para ouvir e falar”, disse o psiquiatra, que em meio ao debate falou um pouco sobre sua vida e os caminhos que o levaram à profissão.
A psicóloga Lucelene agradeceu a oportunidade de dividir o momento com os jovens e demais participantes. “É importante que vocês abracem a vida com toda energia. Precisamos amadurecer e aprender a falar e escutar”, disse.
Em meio a muita emoção, a fisioterapeuta Ana Carolina Terra relatou sua luta contra a depressão, desde aos 8 anos. “Foi um longo caminho até aqui. Sofro de depressão desde a infância, onde muitas vezes fui chamada de doida quando ia para o CAPS para as consultas, no entanto, mais que toda dor que eu sentia, a dor maior era a do preconceito. Mas tenho o privilégio de ter uma família que foi e é a minha base, sempre me acolheu e meu deu muito carinho, amor e afeto. A depressão é igual ao câncer, a diferença é que a gente não vê os sintomas. Hoje, vejo o mundo de outra forma e sei que nem eu e nem vocês estão sozinhos”, ressaltou Carol, acrescentando que é preciso empatia com a dor do próximo.
Ainda como parte das atividades do Setembro Amarelo, nesta sexta-feira (20), a partir das 9h, acontece a mesma programação da quinta à tarde, só que com alunos do Ciep 465 Dr. Amílcar Pereira da Silva, em Caxias.

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