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Machadinha mantém tradição em evento pelo Dia da Consciência Negra

O sábado (23) foi repleto de atividades em Machadinha, em comemoração ao Dia da Consciência Negra. A programação, envolvendo a comunidade e visitantes, contou com oficinas de Beleza Afro, de Colar e de Dança Afro, a tradicional feijoada, na Casa de Artes; oficina de Jongo e Contação de Histórias do Quilombo, no Memorial; Roda de Jongo, além de shows com a Cia das Pretas e Os Morenos do Forró. O evento foi organizado pela Associação de Remanescentes de Quilombo de Machadinha (Arquima), em parceria com Prefeitura de Quissamã, por meio da Coordenadoria Especial de Cultura e Lazer.
A prefeita Fátima Pacheco prestigiou o evento ao lado do vice-prefeito Marcelo Batista, secretários, coordenadores e vereadores. “Estamos aqui, na querida comunidade quilombola de Machadinha, com vereadores e nossa equipe da Prefeitura para um evento muito especial. Essa semana foi comemorado o Dia da Consciência Negra, um dia que nos leva a reflexão sobre preconceitos e violação de direitos. É gratificante observar a comunidade organizada e a Casa de Artes sendo gerida pelos próprios moradores. Isso é importante para o empoderamento deles e assim vamos garantindo direitos e avançando na questão da igualdade e desenvolvimento”, ressaltou Fátima.
O vice-prefeito Marcelo Batista também destacou a importância do encontro. “É mais uma oportunidade para reflexão, para destacar a necessidade de respeito às diferenças e para manter viva a tradição de nossos antepassados que lutaram pela igualdade. Todos os envolvidos estão de parabéns”, comentou.
Wagner Nunes Firmino, presidente da Arquima, reforça a relevância das comemorações. “Esse evento é reflexão ao 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, que foi morte e resistência de Zumbi, que tinha sua companheira Dandara nas lutas do Quiolombo dos Palmares e serve de inspiração para resistir e lutar a cada dia. Nessa e em outras ações que promovemos buscamos reafirmar a identidade e ancestralidade dos povos quilombolas, com o objetivo de estar sempre compartilhando e refletindo sobre nossas lutas e nosso modo de vida. Hoje, também homenageamos nossos mestres de jongo já falecidos, como Guilhermina, conhecida como dona Cheiro, e o mestre Cici, seu Valdecir, que já fizeram a passagem, mas nós servem de exemplo a cada dia”, destacou.
A coordenadora de Cultura de Lazer, Amanda Fragoso, acompanhou de perto as atividades. “O evento da Consciência Negra na comunidade quilombola de Machadinha, em parceria com a Associação de Remanescente, é de grande importância e através dessas iniciativas procuramos promover ações de afirmação da identidade negra, de valorização da história, culinária, artesanato, enfim, da cultura local, onde os protagonistas são os moradores da comunidade”, completou.

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