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Educação Quilombola é tema de formação continuada de professores

A Educação é um direito de todos. Com essa proposta, a Secretaria de Educação, por meio da Coordenação de Educação Inclusiva, realizou nesta quarta-feira (10) a formação continuada – Educação Quilombola. Com o tema “Currículos e práticas antirracista em territórios negros”, ministrado pela educadora e socióloga Nágila Oliveira, a capacitação reuniu professores da Escola Municipal Felizarda Maria Conceição de Azevedo, no Memorial do Complexo Histórico Cultural Fazenda Machadinha.
A unidade é a única escola quilombola do Município e conta com 11 professores da Educação Infantil, CBA (Ciclo Básico de Alfabetização), 4º e 5º anos. A coordenadora da Educação Inclusiva da Secretaria de Educação, Cyntia Cristina de Brito, *explica que a formação continuada faz parte das ações da divisao de educação inclusiva em parceria com a unidade escolar, ressaltando a importância da educação quilombola como modalidade de ensino.
Esta formação continuada tem o objetivo de fortalecer o pertencimento, fazer com que os professores reflitam a importância de dar aula numa escola quilombola e se sintam parte desse processo, disse a coordenadora.
Diretora do Memorial Machadinha e membro da Arquima, Dalma dos Santos, falou sobre a história de Machadinha, a Associação de Remanescentes de Quilombo de Machadinha (Arquima) e a boneca Baomi (encontro precioso).
Nágila Oliveira frisa que a Educação Quilombola é o que se produz por território e destaca a importância do diálogo.
– Quando a gente fala em Educação Quilombola, a gente não tem uma receita de bolo porque ela é construída por território. Estamos falando de um silenciamento de muitos anos, olhar para a educação do negro é algo muito recente no Brasil. Qualquer manifestação ainda é semente, por mais que a gente consiga ver frutos, ações positivas. Educação quilombola é o que se produz por território e esse diálogo é importante. Não existe construir Educação Quilombola apenas com professores e gestores, neste caso estaremos apenas cumprindo protocolo, concluiu a professora e socióloga.

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