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Escola Felizarda Maria promove o resgate e fortalecimento da cultura afro

A tarde desta quarta-feira (15) foi de atividades diferenciadas na Escola Municipal Felizarda Maria Conceição de Azevedo, em Machadinha, com o “Dia de Celebrar as Conquistas – Fortalecendo as raízes e resgatando as memórias”. O evento teve como objetivo promover uma reflexão sobre o Dia da Abolição da Escravatura, ocorrido no último dia 13 de maio e foi regado a muita música, oficinas, jongo, apresentação da Banda de Lata Maria Josefa, da escola, e danças. A programação contou também com contação de histórias, com Dalma dos Santos, e atividades de audiovisual, culinária afro com alunos e professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Campus Macaé Professor Aloísio Teixeira.
O diretor-geral da escola, Allan Alves, pontua que a atividade teve a proposta de ressignificar uma data. “Nosso objetivo é fortalecer a questão da memória, da resistência, e dizer que os escravos conquistaram sua liberdade. Com a programação a gente fortaleceu também as memórias e cultura de Machadinha com as apresentações das turmas desde a educação infantil ao 5º ano do ensino fundamental”, disse Allan pontuando ainda que a atividade envolveu alunos das Escolas Miguel Ângelo (que passou o dia na unidade fazendo integração), Carlos Roberto Cruz Filipino e Maria Ilka.
Por meio da UFRJ Campus Macaé foram oferecidas aos estudantes oficinas de Culinária Afro, Contação de História e Audiovisual.
“O Curso de Nutrição da UFRJ Campus Macaé em parceria com a escola, a Associação de Remanescentes de Quilombo de Machadinha (Arquima) e o departamento de nutrição escolar, está desenvolvendo um projeto de culinária com a merenda e parte desse projeto são ações de educação alimentar e nutricional. E nosso objetivo hoje foi levar às crianças a usar os sentidos sensoriais para conhecer os temperos, e perceber a comida e com essa percepção construir memórias e lembranças”, explicou a Professora Rute Costa.
Já a contação de história foi realizada por alunos dos Curso de Biologia. A abordagem foi baseada no livro infantil “Meu Crespo é de Rainha”, da autora americana bell hooks (pseudônimo de Glória Jean Watkins). “A proposta foi ressaltar a valorização dos traços negros e levar as crianças a se orgulharem de seus cabelos”, disse a estudante Brenda Iolanda.
Já o Professor Rafael Costa, levou aos educandos a oficina de audiovisual. “A ideia foi produzir dois pequenos vídeos com base nas atividades realizadas na escola. Será um filme experimental, onde todo roteiro será pautado nas ações do evento e alunos serão os protagonistas”, disse Rafael.

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